Viva seu próprio tempo

Photo by Rod Long

É muito comum, principalmente quando falamos de relacionamentos, ver uma pessoa se anulando de alguma forma para ficar no mesmo ritmo do outro. Apesar do entendimento comum de que isso é uma prova de amor, um sacrifício para que a relação dê certo, que as pessoas precisam ceder individualmente num relacionamento para ganhar na vida a dois, tudo tem um limite.

Quando ambos estão dispostos a fazer ajustes em suas vidas, para que elas se encaixem, faz total sentido. É assim que deve ser. A gente cedo um pouco aqui, mantém um pouco ali, vai podando arestas para que vivamos em paz, construindo uma coisa juntos, que vai representar ambos. Isso é sensacional, nenhum problema.

Mas não é o que normalmente vemos por aí. Na maioria das vezes uma das partes cede demais, a outra cede de menos ou não cede, preservando e priorizando sua individualidade acima da vida compartilhada. O outro, por sua vez, sofre calado (ou nem tanto) uma vida de “se”s que não foram realizados. E culpa o outro.

Nós somos responsáveis por nossas escolhas – e deixar de fazê-las é uma escolha também. Se o nosso tempo é diferente, viva-o. Adapte-se apenas na medida que o outro também está disposto e disponível para adaptar-se junto. Se é real, se é amor, as coisas acontecem naturalmente, fluem. Quando não é, os tempos vivem conflitando e o rompimento se torna inevitável.

Viva o seu tempo.

E compreenda que cada pessoa tem o seu próprio tempo. Não peça que o outro te acompanhe, ele deve vir por conta própria, sem você puxar. Se no percurso vocês se distanciarem, agradeça o período compartilhado. Quem sabe não se reencontram na próxima volta?

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