Manual de Sobrevivência em São Paulo

Depois de muitas idas e vindas, resolvi fazer esse pequeno Manual de Sobrevivência em Sampa para ajudar aos incautos a não caírem nas mesmas armadilhas e Manézices que eu já vi ou passei. Divirtam-se, informem-se e se tiverem alguma coisa a adicionar, manifestem-se.

UPDATE: Esse post aqui virou um blog independente depois de muitas dicas de amigos. Acesse o Manual SP e confira ;-)

Dica 1: Senso de Orientação

É muito fácil se perder em Sampa. Primeiro porque é grande como a zorra, segundo porque você não conhece (dã) e terceiro porque todo mundo tá perdido naquela cidade. Por esse motivo, tenha muito senso de orientação, ou ande com algo que o valha: bússola, GPS, Google Maps, Guia SP… Saiba sempre os nomes das ruas adjacentes, esquinas, pontos de referência antigos, etc. SP, além de grande, tem bastante rua. Nem taxista conhece tudo.

Aqui cabe uma curiosidade. Em Sampa, muitas vezes uma rua muda de nome ao atravessar uma outra. A Dr Arnaldo muda de nome umas 3 vezes em sua extensão, é uma miséria. A mesma rua, mas muda a p%$## do nome. Pra facilitar.

Dica 2: Informe-se no lugar certo

Fato: paulistano não sabe dar informação. O cara aponta pra direita e fala esquerda; não sabe onde fica determinado local, mas mesmo assim tenta “ajudar” apontando pra algum lugar e dizendo “acho que é por ali” (e normalmente está errado). Quer ter certeza? Pergunte para um taxista – e na quadra seguinte pergunte a outro taxista, só pra confirmar.

Dica 3: Longe ou perto é relativo

Nunca pergunte a um paulistano se tal lugar “é longe” (pergunte “quantas quadras”). Ele sempre vai dizer que é pertinho, logo ali, uns 15 minutinhos de caminhada. Porra nenhuma! É longe pra cacete! Tudo é longe em São Paulo. Então, se o cara disser que é “logo ali”, prepare-se pra uns 20 minutos de andada; se for “perto” pegue um ônibus; se for “mais ou menos perto” ou “até dá pra ir andando”, vá de metrô. Se informe antes, faça mapas, etc.

Fundamental: nunca pegue um táxi se você puder pegar ônibus ou metrô. Se estiver com tempo disponível, principalmente. Táxi apenas em emergências. Ah! E mesmo nas emergências, evite o táxi em horário de pico. PS: Essa dica não é pra você que é RHYKO.

Dica 4: Prepare o bolso

Não se engane. Em São Paulo tudo é caro. Do prato principal à sobremesa. Não fique mendingando mixaria, mas se estiver passeando mesmo, vai andar. Tem muita coisa bacana pra se conhecer à pé.

Dica 5: Fique sempre ligado

Pergunte aos seus amigos os locais onde você pode andar “na boa” e quais os preferidos dos meliantes. De táxi, coloque sua mochila (você não tem “malinha”, né?) com o notebook no chão. Nada de deixar no colo! Motoqueiro do seu lado? Vidro fechado!

Dica 6: Ladeiras, muitas ladeiras

Quando um paulistano falar “você sobe a Tietê”, ele quer mesmo dizer que você vai subir. Prepare-se para encontrar muitas ladeiras em Sampa. Eu já ouvi muita gente reclamar que em Salvador tem muita ladeira, mas nunca vi tantas como em Sampa.

Dica 7: Bônus! Hotéis com desconto cultural

Alguns hotéis dão belos descontos quando você apresenta algum ingresso de cinema ou teatro. Sua diária pode sair 30, 40 reais mais barata e você vai gastar menos de 10 num teatro no Sesi, por exemplo (o último que fui, paguei 3 reais). Vale muito mais você pegar um hotel melhor, bem localizado, com cama kingsize e pagar 15 reais a mais que uma diária no Formule 1. Informe-se sempre quando ligar sobre descontos culturais.

Dica 8: Conexão Wi-Fi

Seu hotel não te dá conexão de Internet por conta? Não pague por isso o absurdo que eles cobram. Vários cafés em SP possuem conexão Wi-Fi para os clientes (pagantes). Tudo o que você precisa fazer é pedir um café e checar seus e-mails na buena. Fique atento porque alguns cafés quando percebem que você está “abusando”, cortam sua conexão. Aí você pede outro.

Dica 9: Programas bacanas e gratuitos (ou quase)

Mencionei o Teatro do Sesc, muito bacana e quase sempre com peças a preços populares. Além disso você tem diversas atividades espalhadas na cidade, como feiras, encontros, mostras, exposições, tudo “na faixa”. O Parque do Ibirapuera tem muito programa assim. Procure se informar com seus amigos paulistanos ou nos guias de São Paulo online e faça seu roteiro sem gastar quase nada.

Dica 10: Divirta-se e relaxe

Paulistano é estressado por natureza. Não vai nessa. Tenta acompanhar o ritmo só na velocidade, sem alterar sua paz interior (?) e aproveite tudo o que a cidade pode te oferecer. A vida é bela, o céu é cinza e o ar é seco. Enjoy!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *